Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

Economia da Bicicleta no Brasil apresenta um retrato preciso do setor em cinco dimensões

25 de junho de 2018


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O levantamento, que levou pouco mais de um ano para ser concluído, mostra qual a participação da bicicleta na economia nacional e responde a perguntas como: quantos empregos o setor gera, quantas bicicletas, partes e peças são produzidas e importadas? Quantas lojas de bicicletarias existem no Brasil e qual o impacto do uso desse meio de transporte ativo no orçamento familiar? Quanto é investido em estrutura cicloviária, no país, ao longo de um ano?

“Nossa ideia com o estudo é, além de trazer um retrato preciso do setor, ajudar gestores públicos na tomada de decisões relacionadas ao uso da bicicleta, oferecer informações mais precisas à imprensa para divulgar e incentivar o uso desse meio de transporte, assim como pesquisadores da academia ganham suporte extra para estudar e aprofundar a interdisciplinaridade da bicicleta”, explica Daniel Guth, coordenador de projetos da Aliança Bike e organizador deste estudo.

O estudo se baseia em dados primários e secundários, estes produzidos por órgãos do  governo federal e institutos como o IBGE, MDIC, além de apresentar vários estudos de casos. A estrutura do estudo está dividida em cinco dimensões: Cadeia Produtiva, Políticas Públicas, Transportes, Atividades Afins e Benefícios. Conta com 22 temáticas distribuídas nesses grupos, que mostram números inéditos sobre geração de empregos, exportações, ciclologística, cicloturismo, investimentos em produção científica, cicloativismo, entre outros.

Os dados mostram que em 2015, por exemplo, mais de cinco milhões de bicicletas e quase 70 milhões de peças e acessórios foram produzidas e importadas no País, gerando cerca de 25 mil empregos na fabricação, distribuição e comercialização de peças e serviços. A soma dos salários pagos em 2016 para todo setor de bicicleta alcança R$ 384 milhões/ano.

A pesquisa também revelou um panorama bastante abrangente de toda a malha cicloviária brasileira nas capitais, mostrando números de investimentos públicos. Embora São Paulo e Rio de Janeiro concentrem os maiores investimentos em infraestrutura (R$ 286 milhões e R$ 253 milhões, pela ordem) e também o maior número de ciclovias e ciclofaixas (498,40 Km em São Paulo e 441,10 km no Rio de Janeiro), o estudo revelou dados curiosos. Vitória é a capital que mais se destaca na implantação da malha cicloviária de acordo com a dimensão de seu território (R$ 287 mil/km2 de extensão terrestre contra R$ 211 mil/km2 do Rio de Janeiro) e Rio Branco é a cidade que mais investiu em estrutura cicloviária por habitantes (R$ 111,42 per capita contra R$ 25,47 per capita em São Paulo).

Outra temática importante levantada no estudo é como a bicicleta pode ser utilizada na esfera doméstica e comercial. No uso pessoal, foram analisadas 5 famílias de classes socioeconômicas diferentes, que usam a bicicleta como meio principal de transporte, alternativo ou apenas para lazer. Fazendo comparativos com relação a carros particulares, táxis e transporte público, podemos notar uma economia significativa ao final da análise: em uma das famílias entrevistadas, a economia pode chegar a R$13.824,00 (anuais) com a troca de ônibus pela bicicleta, por exemplo.

O estudo também se aprofundou na ciclologística como importante atividade econômica deste complexo econômico que chamamos de Economia da Bicicleta, Um estudo de caso realizado no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, mostrou que ali são realizadas diariamente 2.349 entregas de bicicleta e triciclo. Os responsáveis pelos estabelecimentos dizem que a bicicleta é mais rápida e econômica, por isso, vem ganhando destaque na região.

Quando falamos de atividades afins, como cicloturismo e eventos esportivos, também temos números significativos sobre a movimentação que o esporte e o turismo trazem para as regiões que sediam. O circuito do Vale Europeu, por exemplo, recebe cerca de quatro mil cicloturistas todos os anos, movimentando pousadas, hotéis, lojas e restaurantes. Além de gerar renda a população local, é uma ótima maneira de manter as pessoas em seus territórios.

Outra vertente abordada no estudo mostrou o empreendedorismo em volta do universo da bicicleta, em que aplicativos, foodbikes, bikes cafés estão ganhando espaço nas cidades brasileiras, mostrando criatividade e inovação para o setor.

Finalizando o estudo, os dados apresentados são dos benefícios que o uso da bicicleta na sociedade traz como a redução da emissão de poluentes, afetando não só a questão da poluição e clima, mas também a saúde dos cidadãos. Os dados mostram, por exemplo, se a intensidade de uso da bicicleta no Rio de Janeiro fosse equivalente à de ônibus urbanos, a taxa de emissão total de CO seria de 41,9 kg/ano. Logo, o uso da bicicleta atualmente evita uma taxa de emissão total de CO correspondente a 41,9 kg/ano no Rio de Janeiro. Numa estimativa para o Brasil, essa taxa seria de 348.608 t/ano.

“A Economia da Bicicleta no Brasil’, além da parceria da Aliança Bike com o LABMOB, contou com apoio do Banco Itaú e do Instituto Clima e Sociedade.

Serviço: http://www.aliancabike.org.br

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