Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

Indústria Ferroviária sofre com elevadas oscilações nas encomendas

6 de dezembro de 2017


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Os volumes de produção e entrega de veículos ferroviários em 2017 cairão em relação ao realizado em 2016, conforme previsão feita ao final do ano passado. Segundo o diretor do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) e presidente da ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate, deverão ser entregues 2.900 vagões de carga, 400 deles antecipados de 2018 (contra 3.903 em 2016), 81 locomotivas (contra 109 em 2016) e 310 carros de passageiros (contra 473 em 2016), representando uma expressiva queda, da ordem de 30%, em todos os tipos de veículos.

 

Serão exportados 88 carros de passageiros para Argentina, Chile e África do Sul, já incluídos no volume acima mencionado. Materiais como rodas, truques e grampos de fixação foram exportados, porém em volumes menores, devido ao câmbio médio valorizado em relação a 2016. O faturamento total do setor em 2017 deverá ficar inferior ao de 2016, que atingiu R$ 6,6 bilhões, depois de dez anos contínuos de crescimento.

 

Em carros de passageiros não ocorreu nenhuma nova encomenda em 2017. Houve apenas uma concorrência no Brasil, de 8 trens para a Linha 13 da CPTM (Aeroporto de Guarulhos), vencida por um fabricante chinês.

 

“Diante deste quadro, os fabricantes de carros tiveram que reduzir significativamente sua mão de obra, cuja redução só não foi mais dramática devido as exportações em curso e à execução de serviços de modernização de trens e fabricação de carros remanescentes de contratos nacionais que se encerrarão em 2018”, explica o vice-presidente do SIMEFRE, Luiz Fernando Ferrari.

 

Ferrari destaca que se preveem para 2018 a retomada das obras da Linha 6 e o possível início das obras da Linha 18, ambas da Companhia do Metropolitano de São Paulo, além do lançamento do Trem InterCidades – TIC no trecho São Paulo a Americana e de uma possível licitação do Trem Goiânia a Brasília. Todos estes projetos gerarão importantes encomendas para a indústria brasileira nos próximos anos.

 

Segundo o 1º vice-presidente da ABIFER, Ricardo Ochôa, há grande expectativa da indústria nacional de carros de passageiros de participar, em 2018, de licitação na Argentina para 1.352 carros, contando para isso com o apoio do governo federal através de financiamento do BNDES.

 

Ochôa pontua que “esta licitação será uma das maiores do mundo nos últimos tempos, sendo o financiamento crucial para o sucesso das empresas brasileiras”.

Para 2018, um melhor desempenho da indústria de vagões de carga, locomotivas e materiais para via permanente dependerá da continuidade dos investimentos das concessionárias RUMO, VLI, MRS e VALE, que por sua vez continuam negociando com o governo a renovação antecipada de seus contratos, que vencerão em 10 anos. “É de vital importância que as assinaturas de todos os contratos de renovações ocorram até o primeiro trimestre de 2018. Caso isso não aconteça, poderá haver mais perda de mão de obra na indústria, assim como atrasos significativos nos investimentos planejados pelo setor, pois os volumes de vagões e locomotivas serão os mais baixos dos últimos anos”, ressalta Abate.

 

A produção e entrega de veículos para 2018 continuará em queda e está estimada em 298 carros de passageiros (94 para exportação), apenas 60 locomotivas e entre 2.000 e 3.000 vagões. “Os 3.000 vagões e as 60 locomotivas somente serão possíveis se as renovações ocorrerem até o primeiro trimestre de 2018”, finaliza Abate.

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