Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

NT EXPO – Palestras discutem futuro do setor ferroviário

22 de março de 2019


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O assessor do SIMEFRE, Paschoal de Mario, participou no último dia 20 de março, do ciclo de palestras durante a NT Trilhos. Sob o tema “Transporte Público e o Efeito Estufa”, a palestra traçou uma relação entre os gases do efeito estufa e o transporte.

A palestra começou com uma explicação sobre o que é o efeito estufa, como ele é medido, quem produz essa equação do gás de moléculas de Carbono. “Questionei qual a importância dentro do sistema de transporte da ferrovia, qual seu papel em termos de despoluição do nosso sistema ambiental.”

Paschoal ressalta que não está afirmando que os outros modais de transporte são somente poluentes. “Hoje a tecnologia dos motores é diferente, estamos usando baterias nos ônibus. Os transportes que produziam muitos gases estão produzindo menos e a tendência é cada vez isso melhorar.”

O assessor lembrou que o SIMEFRE está desenvolvendo um trabalho em relação ao VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), com objetivo de mostrar aos prefeitos do Brasil a importância deste veículo. “O VLT não é só transporte, é uma transformação do urbanismo da cidade. É aí que entra a diferença do VLT para os demais modais. É um veículo leve, com custo menor que o metrô. O VLT tem uma contribuição enorme na circulação de pessoas, principalmente em distâncias curtas.”

Outra palestra que chamou bastante a atenção do público foi a do presidente da CAF Brasil, Renato de Souza Meirelles, “Brasil, próxima fronteira metroferroviária global. O que é preciso para alcançar esta meta?

Meirelles apresentou uma fotografia do setor ferroviário nacional, com destaque para a área do setor de passageiros que está em um momento “mais doloroso das últimas décadas”. Ele lembrou que não há pedido dos operadores nacionais para nenhum trem para o ano que vem. “É um momento muito crítico e se você não resolver a questão macroeconômica e não soltar algum planejamento de compra a médio e longo prazo, uma visão mais de Estado do que uma visão de governo, dificilmente você conseguirá sair dessa situação de hoje.”Para ele é preciso emocionar os governantes para que as reformas sejam aprovadas, para que os editais voltem a acontecer. Um destaque é o tamanho da malha ferroviária que hoje é menor do que há 100 anos. “Destruímos o que a gente já teve um dia. Do século XX para o XXI, com a importância econômica que temos hoje, não há condição de você sobreviver sem uma indústria ferroviária forte, sem ferrovias para carga, para passageiros. Essa é uma mensagem que gosto de deixar para prestarmos atenção: o governo precisa acordar, ter uma visão de longo prazo, para que se recupere e retornem os investimentos na área de passageiros interurbanos e locais.”

 

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