Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

SIMEFRE participa do ENAI 2018

5 de julho de 2018


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O 11º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado entre os dias 3 e 4 de julho, em Brasília, além de discutir o futuro da indústria e o papel dos Sindicatos no atual momento político e econômico, permitiu ainda que os candidatos à presidência da República apresentassem suas propostas de governo.

Durante a abertura do evento o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que o Brasil não pode mais esperar uma agenda consistente de reformas estruturantes que conduza o país para um futuro de crescimento econômico sustentado.

Ao falar sobre os desafios a serem enfrentados pelos governantes que serão eleitos em outubro, ele ressaltou que “se fizermos as escolhas corretas, poderemos colocar o Brasil na rota do crescimento e do bem-estar. Se repetirmos os erros do passado, o país continuará na rota da incerteza e do baixo crescimento.”

Presente na abertura, o presidente Michel Temer reforçou a importância de o ENAI ocorrer às vésperas do período eleitoral, ao trazer a público e para os concorrentes ao Palácio do Planalto o conjunto de propostas do setor produtivo como contribuição ao crescimento e à competitividade da economia. “É preciso ousadia para realizar as reformas que contribuem para o desenvolvimento do país. Fizemos reformas e colocamos a reforma da Previdência na pauta política do país. Não haverá candidato à Presidência que deixará de se manifestar sobre isso no período eleitoral”, destacou.

Para o presidente do SIMEFRE, José Antonio Fernandes Martins, um evento como esse apresenta dados para o desenvolvimento industrial, mostra a importância da indústria, como foi a palestra do presidente da CNI, Robson Andrade. “Ele mostrou que a indústria hoje representa 10% do PIB e contribui com 30% de impostos. A indústria decresceu nesses últimos 20 anos, exatamente em função de não termos uma política industrial definida.”

Em relação às eleições, Martins destacou a incerteza. “Ninguém sabe o que vai acontecer em um país como o nosso, que ficou subjugado à greve de caminhoneiros. O país parou. Os investidores internacionais olham uma situação dessas e se questionam se não temos um transporte ferroviário. Estou montando, quero ver se faço via Fiesp, um desenvolvimento do transporte ferroviário. Esse evento é de extrema importância, de alto impacto e parabenizo a Fiesp. Eu não costumava vir aqui e fiquei surpreso com a qualidade das palestras e, principalmente, me impressionou a apresentação do presidente Robson e os números que ele divulgou.”

Paineis

No painel sobre a “Governança do Brasil: os problemas, a agenda, as saídas”, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, afirmou que é preciso voltar ao tema do coletivo. Segundo ele a eleição é um momento oportuno para a discussão desses temas e a saída está no diálogo e nas pessoas.

O painel sobre “Sustentabilidade e fortalecimento do Sistema Associativo da Indústria”, discutiu o fortalecimento do associativismo. Para a CNI, os Sindicatos que se mostrarem relevantes para as empresas terão mais chances de enfrentar os desafios colocados pela Reforma Trabalhista, que tornou facultativa a contribuição sindical.

Com objetivo de fortalecer o associativismo a Confederação lançou uma proposta para ajudar as entidades do setor industrial a trabalharem de forma estratégica e sustentável. Entre as sugestões estão a diversificação de receitas, a prestação de serviços e a ampliação da base sindical.

A CNI sugere, por exemplo, que os sindicatos realizem parcerias locais para oferecer aos associados descontos ou vantagens diferenciadas junto a instituições, fornecedores ou prestadores de serviços. Em conjunto com as federações estaduais das indústrias, as entidades devem ainda realizar diálogos com especialistas para atender as empresas que desejem aprofundamento em temas que as ajudem a solucionar problemas específicos.

Como um dos pontos principais do evento era conhecer a proposta dos presidenciáveis, o painel “Eleições 2018: Quais as principais tendências e cenários”, trouxe informações sobre as eleições nos Estados Unidos, na Europa e América Latina.

O diretor do Eurasia Group, Christopher Garman, explica que tempo de televisão, dinheiro, palanque eleitoral e estrutura partidária não serão os pontos centrais para a definição das eleições presidenciais de 2018. Para ele, todas essas variáveis são importantes, mas menos que nas eleições passadas. Entre os fatores que farão a diferença, o especialista aponta o descontentamento da classe média com o cenário político, a influência das mídias sociais, a proibição de doações eleitorais por empresas e o fato de a campanha ter sido encurtada de 90 para 45 dias.

2º Dia

O segundo dia do ENAI foi dedicado aos presidenciáveis. O primeiro a falar foi o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, se vencer as eleições fará reformas estruturantes ainda no primeiro semestre do governo. Entre as prioridades estão a simplificação tributária, com unificação de impostos; revisão do modelo de representação política e a reforma do sistema previdenciário.

Na sequencia a pré-candidata Marina Silva defendeu uma reforma política que contemple o fim da reeleição, a quebra de monopólio de partidos com a possibilidade de candidaturas independentes, a aprovação do voto distrital misto a composição de governo com base em meritocracia, o fim do presidencialismo de coalizão, dependente basicamente das alianças políticas para se governar, para um “presidencialismo de proposição”, baseado no diálogo e em programas, para se escolher os ministros por competência técnica e política.

Terceiro a falar, Jair Bolsonaro defendeu a redução da burocracia e a desregulamentação de aspectos da economia como as primeiras medidas do próximo governo para contribuir com a recuperação da atividade produtiva e da confiança do empresário.  “É o governo não ficar no cangote do empresário, não lembrar dele só quando precisa de alguma coisa. É o governo entender que ele é o empregado e não o patrão, nessa questão”, disse.

A reforma tributária será uma das principais agendas do pré-candidato à presidência da República Henrique Meirelles (MDB), caso seja eleito nas eleições de 2018. O ex-ministro da Fazenda do governo Temer destacou que uma equipe elabora projeto mais detalhado sobre o tema. A previsão dele é da mudança ser votada nos primeiros 100 dias de seu governo, caso obtenha vitória nas urnas.

Ciro Gomes (PDT) quer estruturar estratégias nacionais de desenvolvimento. Ele lembrou que os níveis de produtividade e de crescimento da economia estão estagnados há décadas e que o país não se preparou para o impacto que a tecnologia teve no modelo produtivo em todo o mundo. Afirmou que enfrentará os dois maiores adversários do crescimento do país: a taxa de juros e o câmbio, e defendeu o papel dos subsídios e o ajuste de condições adequadas para o financiamento público de grandes obras de infraestrutura.

Ao responder pergunta do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, sobre a Reforma Trabalhista, e afirmar que pretende reabrir a discussão sobre o tema, o candidato foi vaiado pela plateia.

Encerrando os painéis o pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, Álvaro Dias, afirmou que, se eleito, construirá um conjunto de reformas nos 100 primeiros dias de governo para mudar os rumos do país. Entre os pilares estarão as reformas da Previdência e Tributária, além do enxugamento do Estado. “A tal refundação da República que eu apregoo começa na escolha dos ministros, os melhores para cada setor, e passa por um pacto nacional pela governabilidade”, afirmou.

 

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