Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

Workshop aborda a importância do VLT

26 de outubro de 2018


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O SIMEFRE realizou no último dia 23 de outubro o Workshop “A Importância do VLT para o Desenvolvimento Urbano das Cidades Brasileiras”. O evento foi dividido em Paineis, e contou com a participação da Abifer, Aemesp, ANPTrilhos e Alaf.

No primeiro – Experiência Operacional dos Sistemas – Alfonso Arroyo, consultor Técnico Metroferroviário, falou sobre o VLT e suas características como modo de transporte. Segundo ele o VLT mostrou ser um sistema de transporte urbano que tem um padrão de qualidade, de acessibilidade muito bom comparado aos atuais ônibus, BRT e até os monotrilhos. “O VLT te oferece todos esses recursos de mobilidade em um padrão de qualidade e um atendimento bom e com um custo muito mais barato que os outros similares.”

O consultor destacou ainda que não é possível falar de VLT sem mencionar o urbanismo o contorno com o qual ele convive. O VLT explica, tem uma distância de 4 centímetros máximos entre a porta e a plataforma, “quer dizer, cadeirante pode entrar à vontade, ciclista, etc.

Os desafios da implantação e operação de um sistema de VLT – Baixada Santista e Rio de Janeiro, ficaram por conta dos palestrantes Júlio Zapata, diretor de Trilhos da BR Mobilidade e Paulo Ferreira, diretor de Operações e Engenharia do VLT.

Ferreira explicou os desafios da implantação do VLT no Rio de Janeiro e da  operação. Esse tipo de obra, orienta, tem as suas complicações, um pouco diferentes do metrô que é embaixo da terra. O VLT é na superfície e boa parte dos seus sistemas está no meio da cidade. Logo, o primeiro ponto é investir tempo no mapeamento de referências a serem remanejadas, como tubulações de água, esgoto, internet. O outro ponto é garantir a aprovação. O VLT do Rio de Janeiro tem aprovação de 92% e conta com 70 mil passageiros.

Na Baixada Santista, ressaltou Júlio Zapata, o principal desafio é a conscientização da população. “Por ele (VLT) ser muito silencioso e as pessoas estarem com a atenção desviada pela tecnologia, pelo celular, pela música, a chance de termos acidentes é muito grande, então apesar de toda a sinalização, tanto sonora, quanto visual, a conscientização tem que ser constante.”

O segundo Painel – Aspectos Institucionais – começou com o moderador Ayrton Camargo e Silva, diretor Adjunto da Aemesp, destacando que o evento nasceu da reunião das cinco entidades compromissadas com a qualidade das políticas públicas.

Ele ressalta que apesar da crise o Brasil continua recebendo investimentos estrangeiros. Com cerca de 300 ou 400 cidades com mais de 500 mil habitantes, o VLT surge como modelo ideal para resolver os conflitos de mobilidade.

Afirmando não ter experiência com VLT, Theodoro de Almeida Pupo, presidente da EMTU-SP, falou sobre o modelo institucional do VLT da Baixada Santista. Para ele, o VLT trouxe a requalificação do entorno, embora a cidade ainda registre problemas com o consumo de drogas dentro do túnel por onde passa o VLT. “Trata-se de um problema social e de segurança pública.”

A experiência internacional em prol do desenvolvimento do VLT no Brasil foi o tema do diretor da EGIS Brasil, Philippe Grisez. Ele mostrou os exemplos de VLT em vários países, sempre destacando o efeito positivo que a obra traz para a recuperação dos espaços públicos.

O terceiro e último Painel – Implantação e Tecnologia / A indústria Nacional e o Sistema Metroferroviário, contou com a participação de Cristiano Saito, da Alstom, Thomaz Aquino, da Thales e Eli Canetti, da ANPTrilhos.

Saito faltou sobre a o material rodante, destacando a necessidade de avaliar o impacto do custo dos congestionamentos e a perda de produtividade que eles geram. Segundo ele, em termos de políticas públicas tudo sempre foi feito privilegiando o transporte privado e reduzindo o público. “Não se trata de escolher qual o melhor modal, existe espaço para todos. O VLT tem sua faixa de necessidade que o justifica.”

Thomaz Aquino, da Thales, considera que pensar o VLT para cidades com 500 mil habitantes é um erro. Para ele o VLT tem que ser pensado para cidades com 200, 300 mil habitantes. “Estamos correndo atrás do prejuízo. Estamos muito atrasados em tudo que é mobilidade e implantação de sistemas.”

Finalizando o Painel Eli Canetti, da ANPTrilhos divulgou um trabalho criado com objetivo de montar um roteiro para fazer a viabilidade de um projeto. O que deve ser feito para o projeto ser levado à frente. “Estamos falando de VLT, mas serve também para os demais modais sobre trilhos. Mostramos as vantagens, custos, demandas. É um guia para que se possa apresentar uma solução estruturada com projeto visto de forma global, desde a demanda até o modelo institucional de implantação.”

 

 

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